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DETOX ESPIRITUAL: Psicografia do Espirito Gustave Knöell

DETOX ESPIRITUAL: Psicografia do Espirito Gustave Knöell

Por Iara Cristina Leopardi Pinheiro

Vivemos em um planeta lindíssimo,cuja beleza vem sendo explorada indevidamente,cruelmente,pela ambição humana.

Nossos recursos naturais escasseiam-se e submergem retidos num mar de interesses escusos;a natureza explorada pela insensatez e pela ganância,vê-se dizimada em suas mais nobres finalidades.

Onde a água pura e benfazeja,que brota em abundância das nascentes, no seio da Terra?

Onde o ar ameno e o clima gentil; o solo fértil?

As toxinas do orgulho,da prepotência,da ignorância,permearam,por humanas mãos,tudo o que é dádiva celeste para manutenção saudável da vida sobre este planeta de aprendizado constante.
Esquecemo-nos de prezar a fisiologia do corpo físico;o que se dirá então,do respeito no que tange ao corpo vital e à fisiologia da alma?

Ignorantes e acomodados que somos à facilidade dos prazeres momentâneos,viciamos o paladar,o olfato ,a audição e a visão,focando-nos em manifestações grosseiras.

Estamos atingindo o ponto máximo de insalubridade física,mental,emocional e espiritual desta Era Planetária.

Muita tecnologia e pouco Amor...Muito virtual e pouquíssimo real,interior,profundo...

Consciências começam a despertar para que as mudanças urgentes aconteçam;há quem se preocupe e se ocupe da qualidade da vida na Terra;porém,não há muito tempo a despender! A situação exige que uma grande massa de pessoas imbua-se da tarefa da harmonia,começando por harmonizarem suas próprias vidas, em consonância com o plano divino de evolução para a raça humana.

Sim,existe um Plano Divino para a raça humana!

Várias entidades ambientalistas,cientistas,educadores e pessoas conscientes,empenham-se em demonstrar a urgência na mudança de comportamento do Ser Humano em relação ao planeta e sua sustentabilidade,à forma de viver para Ser e não somente para ter mais e mais bens de consumo;para alimentar-se dentro de uma cadeia alimentícia mais justa e mais saudável.

Todas estas intervenções são maravilhosamente ricas em propostas para retornarmos à original simplicidade e à saúde física,emocional,mental e espiritual.

Existe porém um aspecto,indiscutivelmente,o mais preponderante e o mais importante,embora o mais negligenciado: o aspecto espiritual.

Sem purificarmos nossas almas das toxinas adquiridas ao longo das nossas múltiplas encarnações e durante o decurso da atual existência,não conseguiremos vislumbrar nossas reais possibilidades evolutivas superiores e as nossas tarefas na harmonização e purificação do planeta Terra.

São toxinas infiltradas nos corpos sutis e manifestadas nos corpos tridimensionais (físico,emocional e mental) sob a forma de desequilíbrios e doenças,vícios e tendências negativas de auto sabotagem ao crescimento moral e espiritual. Toxinas do medo,da culpa,do orgulho,da luxuria,da vaidade,do egoísmo,da raiva,da mágoa,da dispersão e tantas outras .

Havemos que purificar os engodos em que mergulhamos por egotismo,fanatismo,irracionabilidade,descrença e poder que penetraram nossa essência impedindo-nos de vislumbrar e sentir o Templo de Deus no cardíaco de cada Ser Sesciente,no nosso próprio coração.

Agora é enveredar pelo Caminho de volta ao Amor original que vem de Deus,nosso Pai,por meio da energia Crística,ou despencar ladeira abaixo na ignorância das leis mais sublimes...mais uma vez,a escolha é de cada um...livre-arbítrio preservado...mas a cada um será dado conforme suas obras. Semeadura livre,colheita obrigatória... Urge limpar o terreno e prepará-lo para a semeadura e a colheita do Novo Mundo,um mundo de Paz e Harmonia.

Perdemos a conexão com o Divino,alinhamo-nos com as forças telúricas mais densas;agora precisamos nos alijar destes espectros sombrios do nosso campo energético e nos alinharmos com vibrações de frequencias mais elevadas para trans- pormos as barreiras construidas por milênios de subserviência ao fútil,ao irreal e ao perecível para buscar o Sagrado e o Real.

Vamos sim,cuidar da natureza , dos seres e da vida,mas vamos fazê-lo com a alma resgatada em valores e princípios éticos e morais que permitam a trans- formação da Terra num planeta solidário e fraterno,de grandes objetivos e nobres intenções. Nós somos a Natureza;tudo é integrado,nada é separado!

Somos uma humanidade Crística que escolheu viver nas trevas da ilusão do poder material como sua mais importante e imediata conquista;tornamo-nos sobrecarregados de carmas gerados pelo mau uso do livre-arbítrio...sofremos as consequencias e teremos que consertar os estragos que fizemos.

Porém,não consertaremos sem recebermos grande auxílio espiritual,que se faz disponível aos que se propuserem à transmutação ampla de seus seres em Seres de Luz,que estão entregues ao cumprimento da Vontade de Deus,na Energia da Luz perene,na Sabedoria das Leis divinas e no Amor incondicional em pensamentos,palavras e obras, manifestando a essência crística a cada segundo de existência.

É  necessário o desapego,a humildade,a oração!

Dentro do ecumenismo irrestrito e universal,respeitamos e ratificamos todas as oportunidades de ensinamento trazidas por grandes Mestres e sobretudo pela Vida e Vinda de Jesus à Terra,que mais do que uma riqueza bíblica,é vivência persistente no Bem,na Compaixão,na Equidade ,na Justiça e na Temperança.

Abordaremos o DETOX ESPIRITUAL como uma oportunidade para instaurarmos em nossas vidas,preciosas mudanças guiadas pela Espiritualidade Superior .

Agradecemos por esta infinita misericórdia e a creditamos aos méritos do Cristo,sua Compaixão e Bondade ; oramos pela redenção da Terra.                               
          
          " A sabedoria celeste não extermina paixões,transforma-as"
(livro Boa Nova - Humberto de Campos na psicografia de Chico Xavier)

Inicio intencionalmente o processo de desintoxicação espiritual por um dos sentimentos mais fortes e destrutivos que o Ser humano possa ter: a raiva que desencadeia a ira.

Na verdade,a raiva está intimamente ligada à gênese do ser humano;trata-se do mesmo instinto que conduz à preservação da vida,comum aos homens e animais.

Diferencialmente dos animais,o Ser humano,talhado à imagem e semelhança de Deus,ou seja a criatura que revela o Criador,ultrapassa o ímpeto instintivo pelo uso da razão e da inteligência superior.

A raiva é instintiva;precisa ser direcionada para sentimentos mais nobres,como a indignação,a coragem,a ousadia,o pioneirismo.

Ignorar a raiva e relegá-la aos recônditos sombrios do inconsciente,é aprimorar veneno que,cedo ou tarde,transbordará na taça de um emocional desequilibrado,doentio e,quiçá psicótico.

Raiva não transmutada pode desencadear ira,fúria ou transformar-se em medo; o indivíduo não reage manifestando a raiva que sente não por havê-la educado e reordenado,mas por medo de sua incapacidade perante algo mais forte e aterrador:raiva invertida é medo!

Raiva é instinto de sobrevivência e supremacia(lei do mais forte na teoria darwiniana);medo é essencialmente,o medo da morte,da finitude,ou o medo de não cumprir seu destino,de não ser capaz ou hábil para lidar com os desafios e propostas da vida.

Medo e raiva são sentimentos que pertencem ao mesmo eixo;contrários,porém não opostos;assim como ângulos opostos pelo vértice,têm a mesma medida.
A raiva dissolve-se na indignação,que demanda justiça;na compreensão,que demanda perdão e em outros graus de transmutação que abordaremos neste capítulo.
Primeiramente,faz-se indispensável entender o mecanismo da raiva,que é sempre desencadeado por um desejo insatisfeito ou uma negação frustrante.

Algo ou alguém não corresponde às expectativas de um indivíduo,ele não aceita e detona o míssil da contenda a nível mental e emocional primeiramente e,posteriormente,com a permanência frustrante,no nível físico.

No inconsciente,aquele que sentiu-se desmerecido ou perdedor quer,como solução,destruir o objeto do seu sofrimento: é quando a raiva manifesta-se e,corrosivamente vai transformando-se em ira.

A ira é a raiva concentrada no objetivo de aniquilar o objeto da frustração;é a energia de destruição que a pessoa acessa para eliminar o outro, acabando por destruir o próprio autor.
Toda a energia que dispensamos a alguém e que transmitimos ou emitimos,passa primeiramente pelos nossos centros energéticos ou chackras,interpenetra nossa alma e aloja-se nos níveis físicos.

A fisiologia bioenergética reflete-se e é refletida,conforme enuncia a física quântica,nos corpos mental,emocional e físico,provocando alterações na mesma proporção em que foi gerada e despendida;energia positiva gera energia positiva,energia negativa gera energia negativa,replicando no mesmo "quantum".

A ira é a raiva persistentemente direcionada para o objeto que traz desconforto e,quando acumulada ou manifestada em temperamentos explosivos e pouco trabalhados,produz a fúria,através de pulsões destrutivas,agressividade e descontrole;na ira,o desejo é o de destruir a "persona" opositora;na fúria,executa-se a destruição latente e,por conseguinte,a auto- destruição.

A raiva,a ira e a fúria contaminam com detritos espúrios,antes o emissor que o receptor;estes fluidos  impregnam a alma e alojam-se principalmente no fígado e na área cardíaca.
Quantas vezes já foram relatados casos de pessoas que enfartaram e desencarnaram num ataque de fúria,partindo para o plano espiritual em deploráveis condições.
O impacto desta energia na área cardíaca é violento;o sistema circulatório foi arquitetado para trabalhar sob o influxo do Amor,para nutrir-se do Amor e harmonizar-se no Amor.

Raiva eleva a pressão sanguínea,que em altos níveis ou descompensada,comprometem a integridade de veias e artérias,pressionam demasiadamente as válvulas mitral e tricúspide,exacerbam a circulação cerebral e sobrecarregam o sistema respiratório,de modo que não se complete perfeitamente a oxigenação do sangue venoso,vindo o sangue arterial a circular com qualidade deficiente e sem a devida saturação de oxigênio,portando toxinas não dissolvidas e filtradas devido à troca gasosa insuficiente.

Após um acesso de raiva,o corpo leva até 72 horas para restabelecer o ritmo cardiológico normal,sendo que o corpo astral pode levar mais tempo para reequilibrar-se.

No corpo emocional,as toxinas ficam ativas e circulantes por longos períodos,até que emoções mais sutis venham-nas substituir,pouco a pouco; a ira,por ser constante,impregna-se mais e mais a cada drástica pulsão emitida e impõe ao corpo astral uma necessidade viciante em abastecer-se das cargas do ódio.

A mente é ainda mais resistente,pois,no centro gnóstico,forma-se a memória do ocorrido e este registro encarcera-se na glândula pineal e passa a permear todos os pensamentos do indivíduo,até que pensamentos consistentes possam dissolvê-los,enquanto a memória retorna aos fatores desencadeantes do episódio de raiva,ira ou fúria.

Trava-se uma batalha campal a refletir-se em todos os níveis do Ser humano que deixa-se dominar pela raiva;batalha esta na qual não existe vencedor,e onde o grande derrotado é o processo evolutivo do indivíduo em questão.

Isto é produzido por cada situação de reação  raivosa,e é acumulativo.O raivoso é um ser passional,descontrolado e intoxicado.
Mas o pior ainda pode advir deste contexto: a raiva e a ira persistentes geram o ódio,que é sempre constante;criando uma imagem preconcebida a respeito do móvel de sua raiva,de forma que nada de bom encontra-se nele. O ódio toma posse de quem odeia.

Diz-se:" eu estou com raiva ..." e :"eu tenho ódio..." Na verdade,o ódio possui,domina mente e coração.

Ódio é uma sensação que o indivíduo agrega à sua vida;é um paradigma que passa a referendar todas as suas escolhas,comprometendo o sadio exercício do livre-arbítrio,nas mais corriqueiras opções do cotidiano.

Ódio gera desejo de vingança,que passa a atrair obsessores desencarnados infelizes e sedentos de quem lhes abrigue as próprias vinganças ,nas quais aprisionam-se, embora libertos da vida física,por poderosas correntes que os tornam cegos e surdos à razão e à redenção.

Vingança é veneno letal,corrosivo a curto prazo,levando consigo a visão e a audição aos bons preceitos,ao equilíbrio,à paz para um abismo cada vez mais profundo,escuro e tenebroso.

O intelecto encolhe-se,a inteligência obtura-se nos argumentos calcinados de uma razão obtusa e estreita,os sentimentos nobres são abafados e a vida perece,pouco a pouco,no cárcere da maldade planejada.

O vingativo tem suas próprias forças minadas,deixa de seguir o próprio caminho na tentativa de interferir no caminho de outrem e vinga-se de si   mesmo porque,se as estradas se cruzam,não é por acaso...

A vingança escraviza o vingador ao vingado,muitas vezes por séculos,em várias encarnações ocupadas em resgatar a liberdade através do perdão.

O perdão é o único remédio eficaz para o desejo de vingança,assim como a vigilância é o antídoto da raiva.
Para vencer a raiva ,que desencadeia todo o secto de inumeráveis consequencias desastrosas,é preciso vigiar e vigiar-se para que,uma vez despertado,este sentimento seja tão prontamente extirpado, para que não forme raízes.

Necessário se faz também,cultivar incessantemente,os bons sentimentos: a tolerância,a compreensão,a compaixão,principalmente.

Há tendências cármicas trazidas do rol das encarnações anteriores que podem prenunciar,desde a mais tenra infância,a tendência que o indivíduo traz para desenvolver a reação raivosa.

A criança birrenta,que não admite ser contrariada,prenuncia a necessidade de amoroso corretivo,pois a birra é precursora da raiva.

O olhar atento às reações da criança,quando submetida à hierarquia e à autoridade dos pais,é precioso descritivo do comportamento futuro.

Cuidado ,pois,com a criança que qualificam como geniosa ou temperamental,independente...são qualificativos que exigem atenção!

Por vezes,é mais confortável desconsiderar estas manifestações impróprias do que corrigir e redirecionar;embora seja dever primário dos pais e educadores auxiliar a criança ,que é um espírito antigo,a desenvolver nobres virtudes de solidariedade,respeito e fraternidade.

A criança birrenta,se não corrigida,transforma-se no adolescente irritadiço;embora crianças tranquilas também possam,sob o efeito dos hormônios e da tomada de consciência do corpo emocional,trazendo miasmas cármicos de emoções passadas em outras vidas e não resolvidas,por volta dos 14 anos,idade cronológica, tornarem-se,repentinamente um poço de irritação e intolerância.

A birra,a irritação e a intolerância são indícios da raiva latente,em potencial pronto para se manifestar;quanto antes forem trabalhados,tanto na criança como no adolescente e no adulto,mais oportunidades para evitar o desenvolvimento da raiva e de suas desastrosas consequencias.

Torna-se indispensável e fundamental o desenvolvimento de virtudes e qualidades morais e espirituais que impeçam o sentimento da raiva de impregnar-se nas sensações dos indivíduos.

Por muitas vezes,as boas qualidades da alma vem sendo colocadas como algo intangível,sacrificial e peculiar a seres especiais,o que não é verdadeiro;a virtude é a real natureza do Ser humano,somente a vida virtuosa traz a felicidade.
As virtudes devem ser conquistadas e cultivadas nas pequenas coisas,em gestos simples,na gentileza ,em serenidade perante as diversidades e os conflitos e nos pensamentos positivos.

Sempre o exemplo ensina mais do que as palavras.

Podemos transmutar sentimentos e reações destrutivas em atitudes positivas pelo simples fato de ensinar a mente a pausar a reação instintiva,para incorporar o hábito de " olhar-se" ,ou " olhar seu olhar olhando".

Há técnicas muito simples para obter este olhar sobre si mesmo,especificamente no que diz respeito à raiva:sabendo-se que ela causa um descompasso entre a frequencia vibratória das ondas cerebrais,que torna-se mais baixa, e os batimentos cardíacos ,que se aceleram,cientificamente,em se equalizando estas duas frequencias,alcança-se um ponto de estabilidade suficientemente bom para controlar a sobrecarga emocional e obter o tempo necessário para a reflexão.

Como mecanismos para obter este estado de não reatividade,estas técnicas simples serão poderosos auxiliares: no instante em que houver o gatilho para a raiva, deve-se pensar firmemente em alguém que se ama muito e para quem jamais seria direcionado qualquer pensamento negativo;pense nesta pessoa com todo o amor que sente por ela e permaneça neste sentimento por alguns minutos;a energia mais pesada se dispersará.

Outro mecanismo eficiente será mentalizar imediatamente um lugar ou ambiente onde sinta-se seguro e que seja respeitado como fonte de paz e aconchego;coloque-se mentalmente neste ambiente e respire profundamente.

Procure mentalizar a figura do Mestre Jesus,porque Ele é o Supremo Governante deste planeta ,e sob sua égide trabalham incessantemente os anjos e os servidores da luz para ampararem aquele que precisa de forças e harmonia.

Após fazer qualquer destes procedimentos,procure ingerir água fresca ou fluidificada em pequenos goles e comece a respirar profundamente,inspirando e expirando lentamente,repetindo para você mesmo:" o Deus que habita em mim é maior e mais forte do que o sentimento destrutivo da raiva. Sou um Ser de Amor e quero a Paz".

Ao respirar profundamente,promove-se a reconecção dos corpos sutis,do perispírito com o corpo físico e o auto controle começa a estabelecer-se,pouco a pouco,deixando o Ser com sensação de tranquilidade e vitória sobre si mesmo,que é a maior das vitórias possíveis de ser atingida.

Advém a calma para examinar cautelosamente e profundamente as situações que desencadearam o episódio em questão,encontrando assim,soluções não destrutivas e reais para enfrentar o impasse sem desenvolver a agressividade e a destrutividade.

A raiva também pode levar o indivíduo à auto agressão ,desde que a sensação que lhe aflore à mente seja de que ele colocou-se numa situação de vulnerabilidade ou inferioridade dando assim oportunidade para que fosse frustrado ou desprezado,causando uma dor emocional intensa: é a raiva de si mesmo que,através do mecanismo da reflexão psicológica,é espelhado para o causador do episódio ou,por refração,para si mesmo.

Aquele que tem raiva de si mesmo,não tem condições para amar ninguém;não se perdoa as falhas e não consegue perdoá-las nos outros.É um estado doentio,que causa grande sofrimento e tende a agravar-se,terminando por acarretar ao indivíduo algumas psicopatologias,principalmente as voltadas para a auto destruição,algumas patologias clínicas,principalmente as que envolvem o sistema circulatório,bem como perigosas patologias de alma,atraindo para sua aura uma caravana de obsessores que podem,insanamente,levar ao acometimento do suicídio.

Há ainda a manifestação crônica da raiva,o ódio permanente ao objeto causador da primeva frustração,origem do sentimento inicial.

Ódio é veneno poderoso que torna-se ainda mais forte se ingerido sutilmente,subrepticiamente,homeopaticamente,pelo constante relembrar dos fatos ocorridos:quem odeia faz questão de não esquecer,treina a própria mente para manter a chaga aberta,numa insanidade grotesca,inconsciente e cruel.

Para o ódio instalado, a única medicação eficiente são altas doses de amor: o indivíduo deve fazer um exercício de voltar seu pensamento para o passado e reconhecer quantas e quantas vezes recebeu amor,possivelmente até mesmo da pessoa que agora odeia,tornando-se,desta forma,novamente um receptáculo apto para o amor e a transformação do ódio em perdão.

Caso esteja em situação de ódio,procure doar amor a quem estiver mais próximo e mais carente;aceite receber amor,de pessoas que lhe têm estima,dos animais,das plantas ao cuidar delas e dos cristais que emitem luz ao seu coração,incondicionalmente,principalmente as kunzitas e os quartzos rosa.

Prepare uma refeição frugal,com carinho e atenção,concentração no que faz e convide amigos para compartilharem-na;na gratidão deles,agradeça pelo momento;num esforço maior imagine aquela pessoa que o ofendeu tão gravemente a ponto de gerar ódio,partilhando deste alimento com simplicidade e perdoe,deixe a Deus o julgamento do que se passou: não é necessário que esta pessoa peça perdão,nem que aceite seu perdão para que você seja libertado das garras deste sentimento nocivo;basta você perdoar,ou deixar de desejar mal a esta pessoa.

Nutra-se de Amor,pela vida,pelas oportunidades e pela sabedoria que acalma as paixões e dissolve as mágoas.
Quando se odeia,deseja-se que o alvo do ódio seja punido com tormentos;ao almejar tormentos para outrem,o atormentador atormenta-se;deseje paz,vibre paz e entendimento e receberá harmonia.

Se a situação está quase fora de controle e prenuncia-se um ataque de fúria,no qual objetos são lançados ao ar ou ao solo e a agressão verbal passa ao nível físico,havemos de tomar atitudes radicais que não permitam exacerbarem-se os ânimos.

Normalmente,a pessoa sujeita a ataques de fúria sente muito calor repentino antes de chegar ao limite em que perderá o controle de seus próprios atos,(exceto casos de psicopatologias passiveis de tratamento psiquiátrico),numa cegueira e surdez material e espiritual que a fará ir além de qualquer limite;a capacidade de controle fica comprometida.
Se o indivíduo sente esta aura de calor,este é o momento crucial para deter-se: afastar-se  física,mental e emocionalmente do episódio desencadeador dos fatos e iniciar o mesmo processo de aquietamento que foi exposto no protocolo de contenção da raiva.

Para acalmar uma fúria que já desencadeou-se,em seguida ao afastamento do cenário físico,será excelente se houver a possibilidade de reequilibrar a temperatura dos corpos tridimensionais;o melhor e mais infalível recurso imediato é um bom banho frio,da cabeça aos pés e chá de camomila frio e sem açúcar,podendo-se acrescentar mel.

Outro recurso infalível é o uso de cubos de gêlo aplicados no topo da cabeça,na região das têmporas,na coluna oblonga e no sacro:primeiramente no topo da cabeça,em seguida nas duas têmporas simultaneamente,sequencialmente na região do sacro.Repete-se estes movimentos por três vezes,mantendo o gêlo de um a três minutos em cada local.

Ao terminar,ingerir água fresca e respirar pausada e profundamente;é possível sentir uma leve sonolência ou até mesmo sono profundo depois destes procedimentos,o que é excelente para a harmonia e a reparação dos corpos.

Ainda faz-se necessário alertar para o fato da agressividade contumaz;por trás de cada agressivo,quer por palavras,quer por atitudes,há certamente grande potencial de raiva que,em desenvolvendo-se livremente pode vir a determinar sentimentos mais negativos,principalmente a agressividade mordaz e o comprazimento do indivíduo em ferir seus semelhantes ou até mesmo seus irmãos inferiores na escala evolutiva,os animais.A correção precisa ser feita energicamente,sem complacência,para qualquer deslize,por mais insignificante que possa parecer.

Além da vigilância sobre si mesmo,e a atenção sobre suas próprias reações,dispõem as pessoas de eficiente remédio curativo e preventivo não somente para conter a raiva e seus derivados,como também para desenvolver as virtudes opostas a ela,que têm por tarefa sanar toda e qualquer tendência maligna:a oração.

Em qualquer idioma,para qualquer religião ou não religião,o momento em que o Ser humano busca,no alto dos céus ou na profundeza dos mares,algo superior,sob qualquer denominação,ele estará orando. E o cosmos estará movendo-se em direção a ele;os anjos aproximar-se-ão na sintonia vibratória da frequencia angelical e os espíritos a serviço da seara do Divino Mestre terão acesso permitido para proteger,inspirar e fortalecer.

A prece singela,a lembrança do Mestre,o apêlo à Mãe são suficientemente grandiosos para vencer qualquer desafio,porém,se há a tendência para a raiva ou a agressividade,é sábio recorrer à misericórdia divina,que perdoa e auxilia a reparar os danos cometidos;liberta e oferece ensejo para reequilibrar e refazer,recomeçar.

É também a misercórdia divina que permitirá o desenvolvimento das virtudes capazes de banir providencial e perenemente as tendências negativas latentes nas almas.

Dentre as virtudes necessárias para erradicar a raiva,as mais essenciais são,sem sombra de dúvida as que Jesus enunciou no Sermão da Montanha,principalmente a mansidão e a sêde e fome de justiça,ou seja,a indignação.

A mansidão tem sido interpretada muito erroneamente,no desenrolar dos tempos,como frouxidão ou apatia,até mesmo covardia! Nada mais errado! Mansidão é virtude do coração.
Mansidão é virtude ativa,não passiva,exercida virilmente pelos Seres de boa vontade;só atinge a mansidão o espírito de alta têmpera,que,havendo passado pelo cadinho do aperfeiçoamento e da regeneração de seus instintos primitivos,atingiu a conexão direta com a energia da bondade,que amplia a estatura do Ser,de forma que torne-se mais abrangente e possa avaliar(não julgar) e compensar e compreender os de menor estatura espiritual,abraçando-os no amplexo da paz e orando para que suportem a vibração elevada.

O manso não se deixa ferir porque a parte egóica da sua estrutura personal está submissa à regência da alma e à sua função na Terra. A não reatividade ocorre,não por passividade,mas por compreensão;e as atitudes que venha a tomar serão para anular as energias negativas e suas consequencias,por dever e não pelo poder.

Ser manso é ser pacífico por natureza,porém extremamente corajoso e fiel para manter-se incorruptível em seus princípios e valores;é ser compassivo,jamais permissivo;ser imunizado contra a irritação e a violência: Ahimsa,como Gandhi pregou e vivenciou;atitudes mansas que mudaram o mundo,ou a mansidão consciente de Jesus,perante a corja ignorante e incandescente de ódio.

O manso faz o que precisa ser feito,no momento em que necessário é.

Covardia não é mansidão;a coragem,sim.O covarde retrai-se porque não é capaz de enfrentar ;o manso aquieta-se,observa,absorve,age com placidez e vence a si mesmo antes de vencer às demandas externas.

Para que a mansidão instale-se é preciso trabalhar muito bem os preconceitos trocando-os por conceitos universais enunciados pelas leis sagradas do Amor incondicional a Deus e ao próximo. Tão igualmente necessário se faz ampliar,cada vez mais,o horizonte cognitivo e a abrangência espiritual,por meio da vivência fiel e constante das boas práticas,da oração e da caridade.
A coragem é o espelho que reflete a mansidão;a força interior e a vontade firme de agir conforme o mais profundo intuir,mesmo que se contrarie o vulgo e as tendências sazonais.
A raiva convertida em mansuetude e coragem é a têmpera dos grandes pioneiros;dos que se lançam à frente para o progresso da humanidade,dos que ousam ir além do populacho doentio para resgatar a saúde,o que realmente importa,contrariando a lei de talião pela sobreposição da lei superior do perdão.

O raivoso inveterado é,por muitas vezes,atrevido ao invadir a seara alheia para satisfazer seus instintos agressivos,tornando-se responsável pela própria agressividade e co-autor da agressividade vinda como resposta.O ousado conquista novos horizontes,nada furta a ninguém,abre brechas no tempo e no espaço para revelar o que,até então parecia impossível. O atrevido não mede os riscos que corre,super valoriza suas habilidades,não mede as consequencias desastrosas de suas imprudências no amplo campo das relações humanas. O ousado pondera os riscos,sabe que tem meios para vencer,nutre-se de coragem e lança sua redes em mares profundos,por vezes inóspitos,abrindo novos caminhos e possibilidades. O atrevido,quando frustrado,desenvolve a raiva;o ousado,aprende e empreende.

As toxinas da raiva podem,e constantemente conduzem ao atrevimento,jamais permitem o aflorar da ousadia.

Antagônica à raiva,a indignação ,ou seja,a vontade insaciável de justiça,por meio da misericórdia,é uma das mais nobres virtudes a lapidarem a alma humana e somente pode ser atingida quando há o senso da dignidade,que se quer para si mesmo , para a humanidade e para tudo o que vive sobre a Terra. Da dignidade que se faz com a honestidade,com a rejeição a toda e qualquer solicitação ou condição que degrade o Ser humano de sua privilegiada filiação divina,reconhecendo todos os seres humanos como irmãos em humanidade.
A indignação não deseja o mal ao mau,mas sim a sua transmutação,o seu retorno ao cerne do bem: a alegria do justo não é a condenação do injusto,mas a sua conversão às práticas e vivências da justiça divina,na compensação dos seus enganos e na aquisição de conhecimentos e sabedoria capazes de lhes desvelarem as luminosidades de um mundo regido por leis crísticas e imutáveis,inerentes à natureza humana.

Indignar-se é não aceitar passivamente qualquer manifestação indigna do ser humano inserido inevitavelmente no contexto da vida planetária para aprender e regenerar-se.
Indignar-se é ter o coração abalado quando o forte domina o fraco,quando a riqueza oprime a pobreza,quando o mal ameaça os lares e quando a insensatez é banalizada;quando a grosseria torna-se linguagem oral e corporal,e a densidade inunda a sutileza das emoções e das vivências diárias.

O indignado não reage com agressividade;age com amor e resiliencia por conhecer o desenrolar interno dos fatos externos e procura agir na causa e não nos efeitos.

A justiça que a indignação aciona é misericórdia,no sentido de que os erros sejam reconhecidos e corrigidos,para que a Lei maior,que é a lei do amor a Deus e ao próximo seja realmente a diretriz única para a Terra.

A indignação não permite que o Ser viva às expensas do sofrimento do outro,do abuso praticado contra os animais ou da degradação da natureza,iniciando por não admitir em si mesmo a proliferação dos vermes do oportunismo,das bactérias do preconceito,dos virus da negligência e da omissão.

Praticar a indignação é assumir a própria existência como veículo precioso de evolução e reparação,assumindo as responsabilidades por todos e por todas as coisas que são concedidas como divino empréstimo para a caminhada terrena.

Há elementos físicos importantes que auxiliam na transição da raiva à mansuetude,da fúria à indignação;sabe-se sobejamente que tudo é correlato na existência humana e que,o que se manifesta num nível atinge todos os demais níveis,como num efeito dominó,na mais perfeita sintonia com a descritiva  da  física quântica.

O colérico é o temperamento predominante da raiva: altamente reativo,acelerado,sanguíneo e inflamado.

Para equilibrar este temperamento a nível físico,algumas atitudes simples,mas que exigem vontade firme e irredutível,devem ser tomadas,no que tange à alimentação e aos hábitos cotidianos.

Antes de iniciar estes processos de desintoxicação a nível físico,é importante consultar um médico que avalie a capacidade física para realizar mudanças e nutricionista que elabore corretamente a ingestão de proteínas,carboidratos e vitaminas necessários a uma vida saudável,uma vez que o homem,tendo embrenhado-se no materialismo superficial e nos conceitos da estética frívola,perdeu a noção de como cuidar-se de forma harmoniosa,desalinhando-se da própria consciência corporal.

A ingestão de carnes,principalmente a das carnes vermelhas,é especialmente contra indicada no processo de transmutação da raiva;quanto mais complexo for o sistema neurológico do animal abatido para a refeição,maior densidade energética é absorvida.

A angústia dos animais nos cruéis matadouros,impregna-se no corpo astral que envolve os cadáveres,que serão degustados envolvidos em temperos que disfarçam o sabor canibalesco das visceras ingeridas. Não acredita em corpo astral? ou acredita que os animais não o tenham? Mesmo assim,estará ingerindo cadáveres que se putrefazem no seu ventre.

O paladar humano está deformado;perdeu-se e aperfeiçoou-se num elogiar e elegiar à glutonice,fato de que desencadeia obesidade,bulimia,anorexia e patologias de toda espécie.
Por aqui basta ratificarmos o que muitos irmãos da humanidade superior já ensinaram: a ingestão das carnes dos animais,brutalmente sacrificados nos vampirescos matadouros,torna a digestão mais lenta,as emanações muito densas e,por assimilação astral,acrescenta-se agressividade animal ao perispírito humano.A vida ceifada e o cadáver retalhado antes de esgotarem-se os fluidos vitais,impregna a carne a ser consumida e provoca no ingestor a aceleração dos mecanismos reativos da raiva e da agressividade.

Sugerimos uma alimentação regrada e rica em vegetais,legumes e frutas;proteínas de grãos,cogumelos e algas;cereais integrais  e muita água fresca de preferência fluidificada e de PH alcalino.

Ressalta-se ainda,embora seja de ampla difusão por todos os meios de comunicação deste planeta,o conhecimento de que a ingestão de bebidas alcoólicas é completamente desaconselhável e deve ser peremptoriamente banida,em qualquer quantidade;destilada ou fermentada,em qualquer ocasião,especialmente aos tendentes à raiva.

O álcool, na mente do tendente à raiva,dispara os gatilhos todos da ferocidade animal,adoecendo a mente,que baixa os níveis de sua frequencia às raias do irracional: a fera humana,a sombra,instintiva e cruel ressurge indomável;ou ressurge o letárgico mórbido,passivo e passível da mais dantescas influencias.

Sob o efeito do álcool,o perispírito desloca-se do corpo intoxicado,na tentativa de salvaguardar-se e resistir às emanações alcoólicas,porém,ainda ligado ao corpo físico,recebe fluídos tóxicos.

Ao deslocar-se,permite certa visão extra corpórea,completamente diversa da clarividência natural,que os coloca em contato com os mais baixos umbrais e obsessores,produzindo delírios e,por muitas vezes,faz com que o ébrio reconheça nos familiares mais próximos, os inimigos cármicos do passado,trazidos à convivência sagrada do lar ou da amizade para a devida reparação. Desta percepção do inconsciente é deflagrada a  agressão aos entes queridos,que é lamentada ou olvidada,tão logo se recupere a consciência tridimensional e,por muitas vezes,acirrada a animosidade no plano consciente,sem aparente motivo ou explicação;pouco a pouco,os neurônios serão consumidos na trama alcoólica,e a memória será comprometida definitivamente,bem como muitas funções cognitivas e motoras.

Também acompanha o estado alcoólico a grande atração que desperta no plano astral inferior,atraindo a companhia de espíritos obsessores fanfarrões e agressivos que passam a compartilhar das efusões alcoólicas,injetando no encarnado as suas próprias tendências destrutivas.

Para erradicar a praga da raiva é necessário eliminar radicalmente o álcool da dieta diária : o corpo humano não necessita dele ,e não advém nenhum benefício de sua ingestão,mas sim o comprometimento drástico das funções e órgãos da digestão e da excreção,abrindo feridas no corpo físico e astral,de grandes proporções e gravidade.

Se o vício do alcoolismo estiver instalado,quase sempre será necessária a intervenção dos profissionais da saúde para que o indivíduo seja auxiliado na fase inicial da abstinência,pois a dependência física e emocional são muito imperativas,fazendo-se indispensável o uso da disciplina constante e da caridade perfeita,muitas vezes combinados à medicação adequada.
Há igualmente a necessidade de  purificar o corpo emocional das emoções mais pesadas,mais grosseiras ,que conduzem à raiva,substituindo-as por sentimentos nobres e emoções cristalinas,que brotam do âmago da alma,ao buscar a fonte da água viva que ,ao inspirar a compaixão,a misericórdia e o perdão,alinham o Ser à caridade,à fé e a esperança que o conduzirão a esferas onde o Pai habita.

Deve-se banir de forma não condescendente o hábito de alinhar-se com emoções densas,assistindo a filmes de terror,que vêm de uma conecção criativa com níveis infernais,ou aos filmes onde a violência impera,justificando a violência pela violência,em planos onde a vida é tratada com desprezo e insanidade.

Ver violência atrai violência para o campo emocional;ver terror conduz as emoções à empatia com planos astrais umbralinos,incentivando os indivíduos à vivência e à prática da violência ou a atitudes vampirescas que pouco a pouco dominam a mente e passam a produzir pesadelos e viagens astrais tenebrosas.

Recomenda-se acalmar o emocional ,ouvindo a boa música,rejeitando criações musicais de origem umbralina,letras chulas , ritmo alucinante e fraseado disforme de acordes dissonantes,interpretadas por vozes embrutecidas. O apelo musical conduz ao sétimo céu,quando emanado de níveis superiores de consciência,mas pode fazer cair ao mais profundo abismo de escuridão e dor,quando desce às trevas da alucinação.

Ouvir boa música,que eleva a alma e conduz o emocional a patamares de paz e bem aventurança,produz a higienização e purificação das emoções,auxiliando no contato com Seres de frequencia vibratória mais elevada,pacificando e nutrindo a alma de boas sintonias,harmonizando a mente e curando o corpo físico.

A leitura edificante,de autores consagrados pelo perfeito uso das palavras,ou as mensagens espirituais dos amigos de dimensões mais amplas da vida,ou os ensinamentos dos mestres que trilharam o caminho do Bem na Terra,ajudando a evolução da raça humana,auxilia a eliminar as toxinas da raiva encrustradas no corpo mental.

Para a mente desintoxicar-se,necessário se faz trocar o paradigma da reatividade instantânea pelo paradigma da reflexão;de modo que a mente assimile que a não ação,consciente e perspicaz,é também ação produtiva e    por muitas vezes, a mais  indicada: a voz do silêncio,aplicado no tempo certo,é poderosa.

Adquirir o hábito da reflexão e da observação é fundamental para o controle da raiva.Há um comportamento muito característico de quem tem tendência à raiva incontrolada e que oferece também excelentes oportunidades para a correção: é a tendência para,num diálogo ou partilha,interromper seguidamente os interlocutores para completar-lhes os pensamentos e ilações ou expor seu próprio ponto de vista. Quem tende à raiva,está sempre em monólogo consigo mesmo. ao controlar este impulso,submete-se também a tendência aos rompantes da raiva ao domínio  da mente sadia.

A mente mórbida sempre decai para a frequencia do não razonável,do irracional.É pois,imprescindível cuidar da saúde mental.

Emoções desgovernadas sempre conduzem a reações exacerbadas : saúde mental e saúde emocional entrelaçam-se e refletem harmonia ou desarmonia,conforme o nível da inteligência emocional e da capacidade de organização dos pensamentos;paixões são más conselheiras,agitação e turbulências são igualmente propícias à desordem da personalidade e da alma.

Corpo físico viciado,sempre adoece: cuide-se adequadamente do corpo físico;atenção ,não tensão,nem exageros...equilíbrio e paz no Templo de Deus na Terra para que evolução superior possa fundamentar-se no Amor e na Sabedoria .

Disse o Mestre:" Buscai primeiramente o Reino de Deus e a sua Justiça,que todas as coisas vos serão concedidas por acréscimo."

A busca do Reino de Deus,por intermédio da manifestação humana na Terra é o caminho da pacificação do ser humano,das famílias,das comunidades,das nações e do planeta.

A saúde física,emocional e mental é dádiva recebida das mãos do Criador e tão incrivelmente adulteradas pela incapacidade humana de perseverar na busca do Reino de Deus em seus corações empedernidos e endurecidos pelo caminhar em estradas tortuosas e pedregosas do egoísmo e da insipiência;pelo orgulho que distancia do cumprimento das Leis divinas e pelo comodismo de manter-se à margem das grandes e possíveis transformações.

 

MENSAGEM

Viver em comunhão com o Divino,na plenitude da paz interior,a serviço de uma emanação crística a jorrar por todos os que aspiram pela evolução da raça humana,é viver o Propósito do Cristo de Deus para a Terra.

Manter o propósito é conter a própria raiva e tornar-te tão amoroso e pacífico que sejas capaz de,com tua simples presença,conteres as fúrias devastadoras das hordas mais selvagens.
Sê manso,para que possas juntar tuas mãos às dos discípulos da paz;que o teu coração seja,para sempre,a fonte inesgotável de coragem e harmonia.

Na mansuetude do Senhor acalmarás tempestades;no silêncio de teu coração  sem sobressaltos,dissolverás as angústias dos teus irmãos e encontrarás as chaves universais do amor fraterno.

A abundância de Deus,encontrarás no domínio da ganância e no serviço desinteressado à manifestação do plano de Luz e Amor para a Terra,amando e servindo de exemplo a cada um de teus irmãos,colocados,cada um deles, propositalmente  em teu caminho ,para a evolução recíproca.

Nos domínios do ódio,sê tu o Amor exuberante,que irradia silencioso e penetra os corações. Mais que as palavras,que possas proferir,sê tu o exemplo vivo da fé,da humildade e da esperança.

Por Caridade,fala;por Caridade,cala! Sê sábio,na sabedoria do Cristo,que é simples e exequível;não te movas pelo reconhecimento e pela fama: mais faz a fonte oculta e pura de que o grande manancial contaminado.

Sê tu,a Luz que podes ser,o amor que podes ofertar,a certeza de que a vida é bem mais  do que uma só e breve existência;mas sabe,que a brevidade deste momento pode elevar-te à condição do despertar para vidas futuras mais harmoniosas e felizes,em planos mais elevados de consciência onde a alegria de servir e resgatar é a dádiva mais sublime.

Sê tu,a mensagem de Deus na Terra. Gustave Knoell

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